Quando eu era criança, era uma criatura estranha.
Eu sempre perguntava pra minha mãe:
- Mãe, pra que estudar? Por que inventaram a escola?
Eu sempre chorava quando sabia que tinha que tomar banho. Não gostava de chuchu, nem de abóbora. Não gostava de suco de cenoura com beterraba. Não gostava de jiló (hoje continuo não gostando, mas como assim mesmo). Não queria escovar os dentes. Eu falava que minhas amigas eram "exibidas" e eu queria sempre a sandália da Xuxa ou da Sandy. O mundo pra mim era cor-de-rosa. Eu gostava de usar Maria Chiquinha e saía toda feliz, me achando linda. Não tinha vergonha de me levantar para beber água em algum evento. Não tinha vergonha de sair de bermuda na rua e nem de sair correndo, feito uma doida. Eu tinha filhas, marido, casa e até castelo. Fui princesa, rainha, atriz, costureira, enfermeira, empregada, cantora, médica, dentista, fui a power ranger rosa. Era aquela menininha que continuou menininha mesmo aos 17 anos. Mas agora, brincando de ser mulher.
Hoje olho pras crianças e não consigo entendê-las. Observo a forma com que imaginam as coisas, a forma como criam e se sentem livres. Elas são felizes. Não têm preocupações. Podem sonhar sem que ninguém as acorde. Apenas ele: o tempo. Aquele que constrói e destrói. Somente ele é capaz de despertar as crianças e levá-las a um mundo cheio de perturbações e preocupações. E é capaz de transformá-las de vez na power ranger rosa ou, quem sabe, na Chiquinha do Chaves.
isso me dá uma nostalgia, infancia... uma fase tão boa, onde sonhos não tinha limite... nem imaginação, nada...
ResponderExcluirÉ Naia... o tempo passa e só nos sobram as lembranças...bjos
é Naiá
ResponderExcluiragora q eu me dei conta...ainda sou uma criança.
kkkkkkkkkk
eu ainda não gosto de verduras ,ainda brinco de pique e pegue,
jogo videogame,
ando de qualquer jeito pela rua...
só que sou uma criança meio timida, mas adoro ser uma criança, so envelheci no corpo ,mas eu quero ser uma criança pra sempre..