sábado, 31 de março de 2007

Coisas simples e essenciais

A mente humana é bastante contraditória. Há dias em que o sol não brilha, o tempo está fechado, as árvores são feias, as pessoas são feias e tudo é estranho. E também há dias em que o sol brilha mais forte, as nuvens estão mais organizadas, as árvores estão mais robustas e verdes, as pessoas estão mais sorridentes e coradas e tudo é lindo.

Hoje o dia amanheceu assim. Mas na verdade, todos os dias amanhecem assim. O que o faz diferente é a nossa mente, o nosso coração. O que o faz parecer triste são as nossas lamentações diante do nada. O nada que consideramos tudo.

Quando dizem que é necessário dar valor às coisas simples da vida, isso não costuma nos comover. Mas a partir do momento em que, sem querer, você começa a enxergar tudo de forma diferente, talvez de uma forma filosófica, você passa a perceber que a vida é realmente feita dessas pequenas coisas e que não adianta querer ser feliz de outra forma, porque afinal aquilo que você tem e o que você é já são dois itens básicos para te trazer felicidade. Se você tem pernas, se você tem braços, saúde, família, amigos e se você tem problemas, você é feliz! Não há dúvidas quanto a isso.

Hoje, ao acordar, fui visitar minha avó. Pela tradição do seu famoso bolo de arroz, alguns familiares estavam presentes. Comecei a me lembrar das outras vezes que estive lá pelo mesmo motivo. Algo simples, mas algo que traz calor humano e bem-estar. Hoje ainda posso me sentir assim, mas talvez, chegará um momento em que tudo isso se tornará apenas uma lembrança. E é aí que vou enxergar esses momentos de forma diferente.

Quando voltei, fui visitar a minha outra avó. Dei alguns pedaços do bolo para ela e começamos a conversar . Ela disse que a partir de agora vai mudar, que não vai mais reclamar da vida e que vai passar a ver as coisas de forma diferente. Me mostrou um diário que começou a escrever, contando sobre sua vida, desde a infância até hoje. Segundo ela, a vida é como se fosse uma escalada em uma montanha. Até os 50 anos de idade, a tendência do ser humano é subir. Depois dos 50, ele simplesmente regressa. Chega ao topo e depois começa a descer. Eu disse a ela que não, que isso não existe. O topo é o limite. E o limite é a morte.

A vida é intrigante. Nascemos, vivemos... quando chegamos a uma certa idade, começamos a temer a morte, e senti-la mais próxima. Isso não deveria acontecer, mas esse sentimento vem contra a nossa vontade e temos ques ser fortes para tentar camuflá-lo. Afinal, viver é a melhor coisa que existe e não há motivos para antecipar o que vem pela frente.

Enfim, dê valor às coisas simples. Dê valor às pessoas, à sua família, aos idosos, aos seus avós (que são presentes para poucos), aos seus amigos e comece a enxergar o dia de uma forma mais artística. Não busque desesperadamente a felicidade. Lembre-se que ela está aí, mais próxima do que você imagina!

2 comentários:

  1. Gostei muito de tudo por aki.
    Legal, mostra a evolução do seu pensamento de diversas formas.
    Gostei do seu estilo de usar o bolg com o sentido de experiência. Pelo menos neste post foi assim, eu me lembro que tinha um blog, mas usava-o como forma de expressar meus sentimentos mais românticos. Mas isso não vem ao caso.
    Vou procurar me enriquecer mais vezes por aqui, depois quero que me explique o que é "idiossincrasia".
    Tchau

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  2. a vida realmente é intrigante...
    se formos ver a vida é basicamente a mesma, mas conforme as experiencias de cada um..ela adquiri um significado diferente...
    por isso q eu falo...a vida é única... viva o quanto puder... =) aproveite cada momento.... as pequenas coisas da vida..são aquelas q sem interesse..sem nada...te faz sorrir..engraçado né? mas é isso ae naia..adorei o post =)
    bjos

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