sexta-feira, 16 de março de 2007

Perdas...

A vida também é feita delas. Há várias concepções para definir o que realmente significa uma perda. Depende de cada um. Geralmente imaginamos que perder é algo irreversível, mas não é bem assim (exceto o tempo e as oportunidades). Estamos sempre perdendo tempo, momentos, pessoas, oportunidades, histórias, sentimentos, valores, objetos...
Os motivos pelos quais deixamos que isso tudo aconteça, não sabemos. Ou se sabemos, preferimos não admitir. Afinal, dói reconhecer que algo se foi de nossas vidas apenas por mera distração ou até mesmo por descaso. E é como sempre dizem... “Só depois que perdemos é que damos o devido valor”.
Mas ontem descobri uma coisa... aliás, descobri não, entendi. Entendi que nada que se perde ou simplesmente some. Apenas muda de lugar ou de dono. As pessoas que perdemos, simplesmente seguem novos caminhos... desaparecem das NOSSAS vidas, mas não quer dizer que elas desapareçam do mapa. Os sentimentos podem continuar, mas mudam de lugar nos nossos corações e assim imaginamos que eles tenham simplesmente se perdido... É algo meio idiota, mas analisando por um sentido mais amplo, isso tem fundamento.
Tente fazer uma comparação: “Nem tudo se perde nos bancos; o mesmo dinheiro, quando alguma vez se perde, muda apenas de dono”( Machado de Assis – Memorial de Aires).
Agora o que fazer para não perder tudo o que temos? Eis a questão! Não há resposta pra isso. Ninguém é perfeito... e tudo é passageiro. Mas há algumas coisas que podemos conseguir segurar por mais tempo, basta querermos e fazermos questão. Um exemplo disso são as pessoas que consideramos importantes. Como não deixá-las simplesmente ir? Deixando-as livres. “O segredo é não cuidar das borboletas, e sim cuidar do jardim para que elas venham até você”. Porém, contradizendo a tudo isso, há “borboletas” bem exigentes... e talvez elas queiram um jardim esplêndido. Infelizmente, o meu jardim não é o Jardim do Éden!

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