sábado, 1 de setembro de 2007

Algumas banalidades

Sempre que perdemos o hábito de escrever, podemos ter certeza de uma coisa: A tendência das próximas postagens é seguir um caminho mais prolixo do que antes. É o que tá acontecendo comigo agora. Eu tenho muita coisa, mas muuuuita coisa pra colocar aqui, mas não sei por onde começar, ou melhor, não sei como encaixar as palavras.

Como eu já disse outras vezes, acho meio egocêntrico ficar falando apenas da minha própria vida, das coisas que eu já aprendi ao longo desses anos... Mas de uma certa forma, tudo o que eu coloco aqui é fruto daquilo que eu já vivi, e isso faz parte de mim. E, por outro lado, eu também sou uma parte do todo que compõe o mundo. Faço parte de uma sociedade, e mesmo que eu viva por mim mesma, eu contribuo inconscientemente com alguma coisa. Tenho necessidades, preciso de comida, de energia elétrica, de serviços, de papéis... e tudo isso depende do trabalho de várias outras pessoas. Isso é contribuir com a sociedade. O fato de você existir, de certa forma, já é suficiente para alimentar algumas outras bocas [isso num âmbito mais capitalista]. E quando você está num período em que sua auto-estima precisa de uma reforma urgente, seria interessante pensar dessa forma: você é importante para a sociedade.

Mas às vezes é preciso ser importante não só pra sociedade, que é composta em sua maioria, por pessoas que não conhecemos e que são indiferentes a nós. O homem sente uma necessidade íntima de ser importante a quem ele considera importante. Infelizmente, nem tudo é totalmente recíproco. As pessoas não se amam com a mesma intensidade. William Shakespeare disse em um texto bem conhecido que "só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso." E assim a vida continua; o mundo não pára para que você conserte uma ferida. Ela vai se cicatrizando com o tempo, e é necessário ter paciência para que isso aconteça.

E, durante essa cicatrização, novas experiências vão surgindo, novos conhecimentos, mudanças drásticas, um grande amadurecimento.

Outro dia eu estava lendo umas coisas que eu escrevi em 2004. Quando terminei de ler eu pensei: "Que ridículo, isso!" Em 2010 eu estarei lendo esse blog e evidentemente pensarei o mesmo. Fantástica evolução a do ser humano, pena que muitos usem-na de forma tão inescrupulosa. Bom, mas isso não vem ao caso, porque discutir os motivos pelos quais uma pessoa opta por determinados caminhos exige muita informação científica, e isso eu ainda não tenho.

Só espero um dia construir algo mais concreto e mais útil do que essas simples reflexões banais. Isso porque como é perceptível... eu falei, falei, falei e ainda não falei nada!

Para terminar:

"Um dia você aprende que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!" (William Shakespeare)

P. S. --> espero voltar logo!

3 comentários:

  1. é..somos esse mix de experiências, pensamentos e aprendizados né... mas tem certas coisas que algumas pessoas nunca vão chegar nesse nivel "maduro" que vc se refere!!! bjãooooo naia, espero q esteja tudo bem!

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  2. "Só espero um dia construir algo mais concreto e mais útil do que essas simples reflexões banais. Isso porque como é perceptível... eu falei, falei, falei e ainda não falei nada"

    então... eu penso diferente de ti ,ó , vc vive por qual motivo??

    eu andei pensando muito nisso ultimamente ,e cheguei a conclusão que : eu vou morrer (fato) , pode ser amanha ou daqui muitos anos ,então o que interessa é o que eu passei nesse periodo (vc sabe q eu acredito que o fim é a morte),portanto: pra que me importar se eu sou util ,ou faço algo importante pro mundo?
    o que reallmente importa é ser feliz ,acima de tudo...
    independênte do mundo ...

    é mais ou menos isso ,mas depois tento explicar melhor

    bjuuuu

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  3. Estou passando por aqui...
    Eu não tento ler o que escrevi em 2004, porque isso seria repugnante.
    Escrevia umas poesias e poemas, completamente bestas e infantis, haha, é engraçado lembrar!

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