sábado, 29 de dezembro de 2007

Retrospectiva 2007

2007, o ano que chegou intitulado “Inovação”. Desde o princípio, não escondeu o papel que teria em minha vida. E eu tentei acolhê-lo naturalmente, acreditando que eu seria capaz de lidar com o que viesse à tona ou talvez imaginando que tudo seria da forma que eu havia planejado. No entanto, essas cogitações não passaram de meras “idéias de girico” de uma pessoa imatura, que quis tanto, esperou tanto e acabou distante de tudo aquilo que sonhava (ou acreditava que sonhava).

Janeiro. O mês das grandes expectativas, mês de esperança e elaboração de planos, em todos os campos da vida. Esperei ansiosamente pelo resultado de um desejo que era visivelmente superficial em mim, e eu insistia em acreditar que se tratava do meu destino. Engenharia de redes estava obviamente longe de ser aquilo em que eu pudesse me encontrar. No entanto, hoje eu acredito esse meu equívoco me propiciou novos desejos e novas concepções. Graças a ele, conheci Brasília, que hoje é a cidade que mais me encanta, talvez por sua história ou pelo estilo em que foi construída e sua arquitetura tão envolvente. Conheci também pessoas especiais (Bruno, Ana Paula, Damiana), que me acolheram e que dividiram momentos maravilhosos, que certamente trarão eternas lembranças. Mas Janeiro não ficou apenas por aí. Comecei a me envolver com a aeronáutica.

Fevereiro. Foi justamente aí que lutei, acreditei, corri atrás, fiz planos, dei trabalho, ganhei trabalho... e acabei sendo reprovada num teste tão ridículo como o motivo pelo qual fui reprovada. Não convém citá-lo aqui. O que interessa é que perdi milhões de oportunidades de crescer e me tornar bem-sucedida em pouco tempo. Posso definir fevereiro como “o mês das grandes decepções”. Em quase todos os aspectos. Nesse período o meu mundo desabou. Todas as esperanças estavam aos poucos sendo consumidas pela nova realidade: agora eu teria que buscar sozinha tudo o que eu queria. Mas o que eu queria?

Março. O início do recomeço. Tive que acreditar em mim e me esforçar pra conseguir o que quer que fosse. Ainda não tinha idéia sobre o que eu queria. Mas eu tinha plena convicção sobre o que eu não queria: não queria passar o resto do ano em casa, sem trabalhar, sem estudar e assim me tornando cada vez mais inútil. E é engraçado como as coisas se encaixam tão perfeitamente. A vida trouxe-me de presente a Fernanda, que caminhou ao meu lado, dividindo as expectativas, as dificuldades e os planos. E para aliviar minha agonia ou talvez para descontrair meu dias, trouxe-me o Klaus, que mesmo distante, preencheu um grande vazio, sendo sempre aquele amigo presente e atencioso. Realmente, as pessoas não conseguem viver às custas de sua própria sombra. Março foi o mês em que tive a brilhante idéia de construir este blog.

Abril. Acontecimentos não tão significativos. Foi um mês de continuidade.

Maio. Por um lado, comecei a ser cada vez mais requisitada e indispensável em casa. Mais responsabilidade e grandes exigências para comigo. Foi nesse período que percebi o verdadeiro significado de “família” e do que a união é capaz de fazer.

Junho. O momento de tirar a prova real. Vestibular. Estresse, agonia, noites sem sono, preocupações em dobro, sentimento de fracasso, ansiedade. Fiz a prova da UEG sonhando com a UnB (como sempre). No fim das contas, a grande surpresa: Aprovada na 1ª fase para Educação física na UEG. No entanto, tudo se mostrou tão surpreendente que acabei ficando desmotivada e já não importava mais o que acontecesse. Não me esforcei mais, coloquei tudo nas mãos de Deus.

Julho. A peça que me propiciou dizer: CHEQUE MATE! A surpresa: o resultado. Aprovada em Educação Física (e em 1º lugar). Foi uma festa, uma alegria... eu, que nunca havia acreditado em mim, que sempre achei que as manhãs de inverno acordando cedo pra estudar jamais iriam resultar em algo tão grandioso, acabei sendo verdadeiramente surpreendida. Agora eu deveria arriscar. Educação Física era tudo o que uma pessoa como eu não havia nascido para fazer. Mas, “quem tá na chuva é pra se molhar”. E eu fiquei ensopada.

Agosto. Mudanças concretas. Nova cidade, novos amigos, nova rotina, novas responsabilidades (cada vez maiores), novos desafios... E tudo começou muito bem. Talvez agosto tenha sido o mês mais “inovador”. E além disso tudo, outras coisas malucas aconteceram também. Pela primeira vez na minha vida, tive problemas de inimizade. Nada agradável, mas no fim das contas tudo ficou bem. E hoje eu vejo que realmente tudo dá certo no final, não adianta se preocupar (Ontem descobri uma doença chamada ATALAXIA, que se caracteriza pela ausência de qualquer tipo de preocupação. Percebi então, que os ataláxicos são os que menos sofrem).

Setembro. Mês de adaptação e de maioridade. Ter 18 anos não significa muito, não para mim. Em setembro comecei a me envolver mais com a faculdade e também com as pessoas de lá.

Outubro. Em alguns aspectos, um mês não muito diferente dos outros, mas em outros, grandes acontecimentos. Alguns sentimentos começaram a aflorar cada vez mais e acabei ganhando um dos melhores presentes do ano de 2007, aquela pessoa que hoje se tornou indispensável pra mim, o Fred.

Novembro. Mês de correria, avaliações, desafios... o mês de descobrir a importância das pessoas na minha vida (Daiana, Fred). Foi quando descobri que não sou nada sem ninguém.

Dezembro. Continuidade. Sufoco. Alívio. Férias. Saudade. Medo. Readaptação. Família.

E hoje, dia 29 de dezembro de 2007 é o dia em que me vejo completamente FELIZ, me sentindo realizada por tantos acontecimentos maravilhosos que este ano me propiciou. Novos amigos verdadeiros, o reconhecimento dos velhos amigos, realizações, experiências e talvez o mais importante de tudo: amadurecimento. Ainda que eu talvez não saiba o que eu quero, tenho grandes planos pra 2008 e espero poder vê-los concretizados. É o que todos esperam. E é o que eu também espero pra todos.

Um comentário:

  1. Não é sendo ATALAXO que as coisas vão melhorar, preocupação é bom...
    mas isso é irrelevante perante ao fato de que 2007 foi um ano de grandes reviravoltas na vida de todos e provou, que mudanças maiores ainda viram. Decepção, é normal e estará presente sempre que não conseguimos provar a nós mesmo que somos capazes, mas, se souber lidar com ela, poderá transformá-la em estímulo para crescer mais. Sua vida me parece ter tomado rumos interessantes e que você nunca imaginaria, essa é a graça de viver.
    Feliz ano Novo
    O mais sincero abraço do seu amigo para horas vagas....

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