Domingo, dia 13 de julho de 2008, tive uma das maiores oportunidades da minha vida e simplesmente joguei fora. Não estava apta a disputar uma vaga com centenas de pessoas. E eu tinha que admitir isso, mas não é tão fácil. Como me sobrava um grande tempo, por não saber como responder nada, eu decidi usar esse tempo pra fazer qualquer coisa, nem que fosse a mais idiota do mundo. Eis que surge essas palavras um tanto quanto dramáticas:
Goiânia, 13 de julho de 2008.
Neste exato momento eu conseguiria fazer qualquer coisa, menos aquilo que eu realmente devo fazer. Agora só me vem à cabeça qual a verdadeira razão para que eu me sentisse motivada a prestar esse concurso. Me sinto um depósito de lixo. É esse o tipo de informação que tenho: lixo. Tudo em minha volta me leva a crer que não posso me dar ao luxo de resumir a minha vida apenas em cursar Educação Física, como se essa formação fosse o suficiente para que um dia eu me sinta uma pessoa respeitada e valorizada no âmbito profissiona¹. Sinto ojeriza quando ouço essas mesmas palavras de alguém, seja minha mãe, meu pai, ou qualquer outro filho de Deus. Mas, de fato, esse sentimento toma conta de mim justamente por eu ter plena consciência de que tudo é VERDADE CONSUMADA.
Agir. This is the question. É tão simples me fazer de boa moça e recorrer sempre a um pedaço de papel ou a um post no blog, escrevendo palavras de redenção, como se eu fosse uma pessoa que além de sonhar, batalha por aquilo que espera de si mesma. Não faço nada, não busco nada. Sou aquilo que as circunstâncias mais cômodas me fazerm ser. Não construí nada, ou se comecei, não concretizei. Tudo é muito fácil para mim. Me dói ter que admitir isso. Espero incansavelmente - porém, praticamente deitada - pelo dia em que eu poderei olhar para trás e perceber que eu pude me orgulhar. E o mais importante: orgulhar àqueles que me proporcionaram tudo e colocaram expectativas imensuráveis em mim. Motivos para que outros acreditem em mim, talvez existam realmente. No entanto, eu mesma preciso buscar esses motivos em uma fonte que eu sei muito bem onde e como encontrar, mas tenho a impressão de que o veículo que me conduz a ela é uma carroça com um pneu furado, sem step e sem um cavalo para guiá-la. E a fonte está ali, a poucos quilômetros. O que eu ainda não descobri é que eu posso deixar a carroça e seguir andando. A estrada é cheia de cascalhos e o meu tênis está furado. Não vai ser nada fácil, mas é tudo muito simples, só me basta ter vontade e coragem suficientes para seguir a viagem.
Vontade. Acho que isso não existe em mim. Entendo por vontade aquilo que te consome por dentro e te faz querer de forma viva e intensa qualquer coisa, seja ela a mais imbecil ou bizarra do mundo. Querer eu sempre quero. Querer é simples. No entanto, minha insegurança e incerteza fazem com que eu jamais trace um único e devastador objetivo que seja capaz de motivar a minha vida inteira. Então, as pessoas me chamam de indiferente, parada, acomodada. É verdade, não nego isso. Mas chega um momento que isso cansa. Eu estou cansando. Assim, proponho a mim mesma que a partir de hoje, eu procure mudar as minhas atitudes. Só peço a Deus que isso seja possível.
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Dentro de menos de uma hora, terei saído desse local infestado por advogados desempregados e verdadeiros brasileiros, que parecem não desistir dos seus objetivos, o que certamente os levou a estudar, ao contrário de mim. Certamente, eles terão em mente qualquer idéia, por mais prolixa que seja, para preencher as linhas do caderno de respostas, ao contrário de mim. O mais instigante é que é a primeira vez dentro de 18 anos de história e grandes experiências, que serei obrigada a entregar uma prova completamente em branco! Bom! Bom, que agora estou sentindo na pele o verdadeiro valor disso tudo e me crucifico por isso. O tempo já passou, então posso agora passar o gabarito da prova objetiva a limpo.
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¹Grande equívoco de minha parte, talvez consequente de uma rebeldia sem causa. É claro que Educação Física pode me dar a valorização e o reconhecimento que busco para mim. Qualquer coisa, por menor que seja aos olhos dos outros, quando significa muito pra você, te leva a lugares inimagináveis.
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Hoje, três dias depois, creio que as coisas não são bem assim.
É claro que Educação Física pode me dar a valorização e o reconhecimento que busco para mim.
ResponderExcluirAINDA BEM Q VC ESCREVEU ISSO
ja tinha ficado grilado
bom
sobre o texto...
óó
se é igual a muipe da novela das 9(q comparação inteligente) , que apanha do marido la...mas nun separa dele pq segundo ela : é minha casa , minha familia , as pessoas ficam com dó dela pq ela sofre , eu não , tem mais é que sofrer mesmo , não toma atitude pq não quer , não tem ninguem amarrando , então se trata de tomar uma atitude e depois vÊ no q dá ...melhor q se lamentar todo dia por não fazer nada
(eu sei , eu sei , na teoria é bem mais facil , mas tenta né)
bju
empatia novamente aquele seu momento
ResponderExcluirvergonha do comentário acima
quem é vc???
ResponderExcluirempatia novamente por aquele seu momento(no texto)
ResponderExcluirvergonha do comentário acima