Por um minuto, tive uma pseudo-inspiração para escrever alguma coisa sobre o carnaval. Esse espírito me contaminou, de certa forma. É interessante o quanto as pessoas são dadas a ilusões, de uma maneira tão fácil. E pensando bem, que bom que isso é possível!
Tenho muitas concepções acerca deste assunto. Concepções contraditórias, por sinal. Eu valorizo muito a cultura, a forma como algumas pessoas enxergam o carnaval. Por outro lado, eu fico indignada [adoro essa palavra, acho que todo mundo que lê esse blog de vez em quando, já percebeu isso] com algumas coisas que são muito bizarras.
Se formos procurar sentido em tudo, com certeza acabamos por deixar de viver momentos incríveis. Mas eu não consigo, eu sou assim. Eu não consigo não refletir sobre o sentido de eu estar rodeada de 'milhões' de pessoas que estão pulando, dançando, bebendo, gritando, beijando, fumando... Qual o sentido disso? Libertação?
É legal pensar nessas coisas. É legal você estar no auge do espírito carnavalesco, em meio a pessoas animadíssimas, pulando feito saci-pererê e conseguir olhar pra uma e pra outra, tentando induzir uma hipótese que as mantém daquela forma, executando os mesmos ou uma gama de movimentos corporais variados, expressões faciais diferentes a cada momento...
Eu, particularmente, me envolvo. De vez em quando me dá uns 'tiques' de irritação com tantas pessoas encostando em você, te empurrando, aquele barulho estrondante... Mas eu me envolvo, é bom se mexer, se movimentar, se entregar ao nada que significa muito.
E quanto a você?
Tenho muitas concepções acerca deste assunto. Concepções contraditórias, por sinal. Eu valorizo muito a cultura, a forma como algumas pessoas enxergam o carnaval. Por outro lado, eu fico indignada [adoro essa palavra, acho que todo mundo que lê esse blog de vez em quando, já percebeu isso] com algumas coisas que são muito bizarras.
Se formos procurar sentido em tudo, com certeza acabamos por deixar de viver momentos incríveis. Mas eu não consigo, eu sou assim. Eu não consigo não refletir sobre o sentido de eu estar rodeada de 'milhões' de pessoas que estão pulando, dançando, bebendo, gritando, beijando, fumando... Qual o sentido disso? Libertação?
É legal pensar nessas coisas. É legal você estar no auge do espírito carnavalesco, em meio a pessoas animadíssimas, pulando feito saci-pererê e conseguir olhar pra uma e pra outra, tentando induzir uma hipótese que as mantém daquela forma, executando os mesmos ou uma gama de movimentos corporais variados, expressões faciais diferentes a cada momento...
Eu, particularmente, me envolvo. De vez em quando me dá uns 'tiques' de irritação com tantas pessoas encostando em você, te empurrando, aquele barulho estrondante... Mas eu me envolvo, é bom se mexer, se movimentar, se entregar ao nada que significa muito.
E quanto a você?
Passei o dia inteiro com visita em casa. Ansioso por ler meu livro (muito estranho isso). Até que quando pude o fazer já estava passando a novela. A 1:20h quando terminei de ler resolvi ver alguns amigos na folia. Nâo estava nem um pouco a fim de dançar, não mesmo. Me vesti distante do que poderia ser caracterizado como um carnavalesco: camiseta gola polo preta listrada, calça jeans e tênis. Algumas pessoas já estavam voltando para suas casas e eu estava indo, contrariado por estar desacompanhado na noite. Logo quando cheguei senti um cheiro bastante desagradável, não identifiquei, talvez suor com pinga ou talvez suor com alto teor de álcool mesmo. Cada pessoa que se encostava em mim calsava certa irritação. Por sorte encontrei meus amigos rapidamente, bem antes do esperado, antes até de entrar na multidão. Fiquei parado sem dançar, simplesmente observando as coisas e trocando uma ou duas palavras com um ou outro que ali estava. Sempre digo que o carnaval é a pior festa. Mas que ninguém considere minha opinião preconceituosa, eu adoro pessoas, adoro beber, pular, pular pisando no pé dos outros, festejar, gritar e dançar sem se sentir ridículo, mas não gosto do carnaval. Talvez seja o axé, talvez o som automotivo, talvez as mulheres vulgarmente peladas na tv, talvez estas três coisas. Eu não vou pular muito o carnaval, mas quem pular que beba, cante, dance, grite, mas que não se meta em besteiras, brigas, inconscequências, emfim sejam felizes!
ResponderExcluirO carnaval é realmente uma boa festa, o problema está nas pessoas, que terminam, muitas vezes, o extragando...
ResponderExcluirMas é sempre bom se divertir "sem motivo".
Bom texto!
"Se formos procurar sentido em tudo, com certeza acabamos por deixar de viver momentos incríveis. Mas eu não consigo, eu sou assim. Eu não consigo não refletir sobre o sentido de eu estar rodeada de 'milhões' de pessoas que estão pulando, dançando, bebendo, gritando, beijando, fumando... Qual o sentido disso? Libertação?"
ResponderExcluirFascinar-se com aquilo que não aceitamos, a princípio, é a dádiva dadas aos homens e mulheres mais sábios da história. Em particular, quando vejo uma festa como o Carnaval (ainda mais por viver no país do carnaval), nunca me deixo de perguntar: "O que estas pessoas estão fazendo?".
É fato que uma parcela mínima, "micróbica", de foliões sabe o que estão fazendo. estão mantendo viva uma tradição que eu suspeito ser muito cristã. "Carnaval" tem um sentido de "carne vale", ou seja, é quando a Igreja voltava a permitir o consumo de carne pelos fiéis, que, durante certa época do ano, fica proibida.
Muita gente sabe disso, mas não faz questão de saber que estão comemorando nada. Ninguém faz abstenção de carne nem nada. E mesmo que fizessem, é uma concepção (religiosa) absurda. Não há mais nada o que se comemorar. A tradição do sacrifício morreu, mas a festa não.
Seria como se todas as partidas de futebol deixassem de ser jogadas por preguiça, mas, ainda assim, se comemorasse comf esta a vitória de um campeonato.
Não quero entrar aqui sobre a pobreza de espírito que envolve aquele que resolve participar. Os homens reclamam das atitudfes femininas, e as mulheres reclamam das atitudes masculinas (um em relação ao outro), mas o Carnaval é o marco de que esses valores ainda estão para perdurar por muitos anos. Reclamam, estes homens e mulheres, mas estão viciados nesses comportamentos.
E sejamos cada vez mais convidados a unir o bloco da hipocrisia, seres humanos!