Hoje mais cedo, comecei a dedilhar algumas teclas aqui neste espaço. Houve até a formação de umas duas frases, mas o backspace falou mais alto. Ele me deu um conselho: Se não tem o que dizer, não escreva, Naiá. Fui então complacente com ele. Mas agora não quero mais ser. Quero escrever, por mais que eu não tenha nada a dizer. Na verdade, até tenho. Só não tenho maquiagem para enfeitar as palavras. E isso é um segredo: eu não me sinto bem quando não consigo passar um 'blush' nas palavras, obscurecer algumas idéias ou simplesmente, enfeitar. Por isso, quando me sinto incompetente nesse aspecto, prefiro não escrever.
Mas eu tenho várias coisas a dizer. Vão soar naturalmente. Constituirão uma breve descrição. Alguma espécie de relato de experiência. E o que eu quero falar é sobre uma conquista na minha vida: o trabalho. Finalmente, consegui a oportunidade de trabalhar! Estou fazendo coisas que nunca havia feito antes. Agora estou realmente vivendo o meu mundo, o mundo que fui obrigada a escolher (não entendam mal, eu mesma me pergunto sempre onde vim parar. Escolhi por falta de escolha. E me lambusei dessa escolha. Não largo mais!). Hoje eu sei o que é a Educação Física. Bom, esta não é a pauta deste momento. O meu trabalho... bom, na verdade estou trabalhando em dois lugares, mas fazendo a mesma coisa: dando aula; tentando ensinar um monte de criança a pelo o menos querer aprender a praticar algum esporte ou a jogar alguma coisa. E, caros colegas, não é nada fácil. Hoje eu vejo o valor que tinham os meus professores. Lamentável que eu não soubesse, na época. Os lugares são bem interessantes. O da segunda, da terça e da quarta-feira, trata-se do PETI, num lugar bem periférico de Goiânia. O da quinta e da sexta é um convento. Um mini-paraíso. As crianças... as crianças são problemáticas e encapetadas (perdoe-me a palavra), mas eu nunca tive tanta certeza de que eu gosto de verdade de crianças. Elas são legais; têm boas intenções. O problema é a vida difícil que elas levam, é a sede pela descoberta das coisas, é a classe social da qual participam. Na segunda-feira, tento dar futsal. Na terça, tento dar voleibol. Na quarta, natação. Quinta, depende. Sexta, dança. Acreditem: é divertido! E cansativo, muito cansativo! Elas me matam.
E diante de tudo isso, eu vejo que o verdadeiro problema são os adultos. Os adultos, sim, impõem dificuldades que não existem (ou não deveriam nunca existir). Os adultos causam problemas devido a um jogo de interesse mesquinho, em que o que os alimenta é a necessidade de engolir um ao outro. A culpa sempre é do outro, o outro sempre está errado. E coisas que poderiam ser tão simples, acabam se tornando chatas, complicadas e desgastantes. Dá vontade de impor uma revolução e mandar todo mundo à PQP! Bom, mas isso não vem ao caso. Novamente, estou fugindo da pauta em questão. Na verdade, acho que a pauta já acabou. Acho que a tentativa de não maquiar as palavras pode ter dado certo. Disse o que eu queria. Talvez quisesse dizer muito mais, mas deixemos para uma próxima oportunidade que, felizmente, neste espaço, não me faltará!
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