quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um novo verbo: "twitar"

Sim, agora este verbo existe. Frequente na vida de alguns, desconhecido na de outros, vício na vida daqueles. Talvez eu me encaixe nos últimos, mas só quando não há o que fazer. O twitter tornou-se o meu café da manhã nesses últimos dias. Mas eu penso que o requisito básico para usufruir desse mais novo espaço é a maturidade. Maturidade de podar o que se escreve, de selecionar as pessoas que se segue. Afinal, não há limites. Não existe a história de "o meu espaço começa onde termina o seu". É um verdadeiro livro aberto.

O que eu vejo de positivo é a proximidade que se constrói com as pessoas que você admira, refiro-me aqui a referências sociais [talvez não seja bem o termo adequado]. Políticos, cantores, jornalistas, atrizes e atores... através do twitter é possível enxergar o quão normal essas pessoas são. Você passa a enxergá-las de outra forma. Aquela ilusão de que existe um outro mundo para essas pessoas é destruída. O mundo é o mesmo para todos. A forma como vive-se nesse mundo é o que diferencia uns de outros. Hoje, quando vejo o William Bonner na televisão, já não o admiro tanto quanto antes. Quando ouço Maria Gadu, percebo que ela é tão (ou ainda mais) criançona quanto eu.

No entanto, existem aqueles que definitivamente ainda não descobriram a funcionalidade do twitter. Creio que eles pensam que o twitter é uma espécie de bate-papo. Lembra do mirc? Pois então, pra eles o twitter deve ser um mirc mais avançado. Caramba, ficar falando sobre a vida pessoal, sobre futilidades tão fúteis que não deveriam ser tão expostas... tenho certeza que não era esse o objetivo do twitter. Daqui uns dias, não ficarei nem bege quando eu ler: "Gente, dá licença, eu vou ali no banheiro, já volto." Na verdade, quem é o interlocutor da sua fala? Todos os seus followers? Pobre inocente, quem acredita nisso. Muitos followers só te seguem porque querem que você siga de volta, porque querem ser populares, querem aparecer, querem que todos saibam da pessoa 'badalada e legal' que eles são.

Eu penso que o twitter foi feito para dar maior praticidade à troca de idéias, experiências e notícias. Existe tanta gente boa pra se seguir, eu já li tanta coisa interessante através dos links que uma ou outra pessoa indicou. Agora, ficar falando sobre como se divertiu em tal festa ou encontro, que está com sono e vai dormir, que está com fome, que está comendo chocolate... pelo amor de Deus, isso "é a TREVA" [olha a influência da Indústria Cultural bem aqui]. Isso a gente fala no messenger para as pessoas mais próximas, ou no máximo escreve no "Conte algo para os seus amigos" do orkut. Não é porque existe um limite pequeno de caracteres que você deve limitar o seu cérebro também.

Admito, não sou a melhor usuária do Twitter e tenho consciência de que estou bem longe de ser, afinal entrei para esse mundo há menos de três meses. E por favor, se alguém que chegar a ler este post aqui, fizer parte do twitter e mantiver contato comigo, caso eu escreva alguma besteira muito grande, me critiquem! É um apelo que eu faço! E termino o meu post fazendo alusão à música sábia do Renato Russo: tem gente que "fala demais por não ter nada a dizer". E como diria minha mãe, quem fala demais, dá bom dia a cavalo. Não desmerecendo os cavalos [talvez alguns tenham muito mais a oferecer do que determinados homens], mas eu prefiro dar bom dia a alguém que no mínimo retribua de forma recíproca o meu bom dia.

Um comentário:

  1. Adorei seu post... mas não posso deixar de comentar o seguinte: Acabei de ler no site do twittere a tradução de tweet seria "tweetar". Fonte: http://twitter.com/about (selecione a lingua portuguesa)

    Parabéns pelo texto... não é sempre q se encontra um blog bem escrito...

    ResponderExcluir