Já faz algumas horas que abri esta tela na certeza de poder escrever alguma coisa. E de lá para cá, já andei como um zumbi pela casa, já me sentei e parei de novo, andei mais uma vez, fiz uma coisa o outra e voltei. Confesso que me falta coragem. Pela primeira vez, senti medo de arriscar palavras, arriscar sentimentos, arriscar ideias. Existe um turbilhão de inquietações e confusões aqui dentro. Não consigo mais pensar sobre mim mesma sem sofrer, sem querer enlouquecer. E me enlouqueço de forma mais intensa e árdua justamente por pensar sobre essa loucura.
Estou confusa. Não sei sobre o certo, muito menos sobre o errado. Conceitos são apenas convenções, são grades que nos prendem da liberdade de criar e desenvolver nossos próprios pensamentos. O que tenho feito da minha vida é a vida que eu espero? O que eu busco é o que eu realmente quero? O que eu enxergo é o que eu realmente vejo? O que eu sinto é realmente próximo do que dizem sobre 'amor'? O que eu penso é o que me difere? O que eu tenho me satisfaz? Quem eu sou me transborda? Eu já não sei que caminho tomar, não entendo o que exatamente eu não entendo. Não aceito não compreender. Não sei se a força que eu tenho é tão grande como eu penso que seja. Não sei se eu sou o que eu penso que sou. E, cá entre nós... quem não sabe nada sabe bem de uma coisa: ser feliz.
empatia
ResponderExcluirmaldita mania de me colocar em toda situação extra-eu, até em um texto que poderia jurar que é meu!