Pensei, pensei, pensei e não
cheguei a conclusões tão incríveis e mirabolantes, acho que estou cansada.
Pensei muito, sobretudo sobre o amor. Pensei no ser humano, na fragilidade de
apenas “existir” à qual todos estamos de uma forma ou de outra submetidos.
Pensei no tempo e na subjetividade, no sentimento histórico e ideológico que se
diz mover o mundo desde os primórdios da humanidade: o amor. Às vezes penso que até o amor é uma criação
capitalista. Não sei, talvez essa ideia seja apenas uma sementinha para meus
pensamentos dos próximos anos. Hoje me basto a tentar desenvolver nessas linhas
apenas a hipótese de que o amor não passa de uma grande ideologia.
O homem não surgiu amando, o
mundo não se construiu a partir do amor. O mundo e a sociedade nasceram a
partir de necessidades fisiológicas de homens e mulheres que não sabiam quase
nada além do que era fome, frio, dor, calor e copulação. Aliás, nem isso eles
sabiam, eles sentiam. Neste momento, queria ser phD em história (de alguma
coisa) apenas para entender o percurso desse sentimento que une/integra e
separa/distancia a humanidade concomitante e paradoxalmente desde que o mundo é
mundo (E a partir de quando o mundo é o mundo mesmo?).
Às vezes penso também que o amor
é apenas uma ideologia cristã. É um modo de coerção social trazido por Jesus
Cristo, de forma que todos acreditassem em um princípio maior de vida e de existência,
capaz de suprimir o martírio individual de suportar a si mesmo e de “conhecer-te
a ti mesmo”, ou ainda, quem sabe, para quebrar o medo e a angústia decorrentes
da ignorância. Desse modo, surge o amor... amor materno, amor fraterno, amor
pelo próximo, amor matrimonial. O amor... que se resume a este sentimento de
posse, de pertencimento e de afirmação de si mesmo.
E é neste ponto que acabo concordando
com meu amigo Frederico Vilela, quando ele diz em outras palavras que o amor
não passa de uma externalização de nossa individualidade e de nosso egoísmo. Sim,
amamos porque precisamos. Amamos porque temos interesse, porque dependemos. Amamos
porque somos seres afetivos. A afetividade? Isso para mim é outra incógnita
humana, não sei como a desenvolvemos ou a alimentamos. Talvez a afetividade
seja a ação imediata e sólida que encontramos para seguir e pregar a ideologia
do amor. Se precisamos acreditar em um motivo maior de existência, se
precisamos nos prender à fé no amor, precisamos buscar um meio para solidificar
e concretizar esses sentimentos. E nesse sentido, praticamos a afetividade, a
solidariedade, a bondade e as demais ações que aprendemos a atribuir ao
sinônimo de amor. E ao praticarmos tudo isso, entramos de volta ao mundo
individual e particular de nós mesmos, sempre esperando e idealizando simplesmente porque precisamos suprimir o tal martírio de suportar-te e
conhecer-te a ti mesmo.
Ai, minha cabeça já doeu de
pensar. Dói porque eu me pergunto se eu acredito nisso tudo que eu acabei de
escrever. Dói porque eu não me sinto assim, não quero acreditar nisso que eu disse,
não posso. Dói porque se tudo que eu já senti – e sinto – nessa vida não for
amor, que danado de sentimento é esse que não me liberta? Que necessidade é
essa de estar com as pessoas, de agradar as pessoas, de participar das
relações, de estabelecer um vínculo afetivo sólida com alguém do sexo oposto, de sonhar com uma família,
de idealizar um parceiro a quem eu possa amar e que me ame incondicionalmente,
que divida a vida comigo? Sou uma eterna refém dessa ideologia do amor. Acho
que preciso me curar, mas tenho medo da cura. Quem estiver curado, que atire a
primeira pedra e me ensine algo em que eu possa acreditar e, por assim acreditar,
que seja automática a sua concretização no meu pensamento, no meu espírito e
nas minhas ações.
vo pensar mais um pouco antes de responder algo!
ResponderExcluirFred, parabéns atrasado pelo seu aniversário, eu lembrei no dia, só não tinha face nem seu numero pra te parabenizar!
Excluirque paia essa história de não ter face heim...
ResponderExcluirreativa essa porcaria logo
ps: tira essa janela que abre toda hora nesse blog
que coisa mais desagradável!! tira?
eu acho que eu não sei tirar isso..
Excluirpois é, eu vou voltar, só quero dar um tempo pra minha cabeça mesmo! Tá massa assim...
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