Ontem minha irmã, que tem como seu maior hobbie, me criticar, me falou uma verdade que eu fiquei pensando. Ela disse que não sabe como o meu blog tem o título que tem, já que ela nunca vê aqui nada que diz respeito a outras coisas que não sejam relacionadas a mim. Ela disse que eu tenho que tirar aquela descrição que fica logo abaixo do título: "As minhas, as suas, as de todo mundo". Segundo ela, eu tinha que colocar somente: "As minhas", porque aqui só tem idiossincrasia MINHA. Eu fiquei pensando, e por um lado eu discordei, mas por outro concordei.
Acontece que não dá pra ter neutralidade científica aqui, ou qualquer que seja o termo da gramática (da redação, sei lá) pra definir isso. Aqui é o meu espaço, é o lugar onde eu encontro a minha liberdade. Então, por mais que às vezes eu não tenha um conteúdo público pra postar, algo que diz respeito a todos, eu creio que através das minhas vivências, alguém pode se identificar com o que eu vivo. E esse é o estímulo. Isso é o bacana.
E hoje, mais uma vez, venho falar das minhas reflexões. Com essa história de greve, de não ter muito trabalho pra fazer, eu acabo pensando demais na minha vida, o que não é nada bom. Eu descobri que pensar na minha vida, faz mal pra mim. É tão bom estar sempre com a mente ocupada, estar sempre ativo, criando, produzindo, aprendendo, refletindo... e quando eu paro pra pensar no que eu poderia fazer, em quem eu poderia ser ou sobre o que eu estou fazendo comigo mesma, eu quase entro em colapso. Ultimamente é assim: quando eu lembro de quem eu era e comparo com quem eu sou, me vem um desespero tão grande... eu fico pensando que eu estou regredindo cada vez mais. Não sei explicar direito. Eu fico pensando que já desperdicei muito tempo da minha vida, que hoje eu poderia ter muito mais reconhecimento. Tomara que tudo isso seja só fase. As aulas precisam voltar, preciso voltar ao normal.
O colapso advindo da crise é positivo porque é um sinal de que a alienação enquanto segregação do eu de si mesmo ou dos produtos que podem surgir a partir da ação (reflexão) está sendo extirpada através da revolução, não no sentido político do velho Marx, mas no sentido frankfurtiano de uma revolução silenciosa originária do esclarecimento que pode libertar.
ResponderExcluirA frase do nosso Bom salvador Jesus continua atual:
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", parafraseando: conhece-te a ti mesmo, entra em colapso, e EU te libertarei.
rsrsrrs
bjus
não sei se lembra de mim, sou o cara chato que azucrinou sua vida enquanto abnegadamente inscrevia pessoas desconhecidas porém necessitadas, no curso de literatura da UFG (vamos fingir que não sei da obrigatoriedade de tal ação para com a sua mãe ok?)
ResponderExcluirquanto a apurrinhação da sua irmã. Ora, numa época onde o outro se obscurece na imensidade egocentrica que projeto do meu eu (em termos generalizados é claro) expressar a minha idiossincrasia, e só a minha, não seria também uma forma de expressar as idiossincrassias gerais, que são eminentemente egoidiossicráticacentralizadas?
então faz assim, passa no meu blog e dá uma olhada na minha idiossincrasia:
www.visoesdoespinho.blogspot.com
bjus
Voltar-se sobre si mesmo jamais será um exercício de passividade. Embora dispence força física isso desencadeia um turbilhão de sentimentos e emoções capaz de até mesmo fisicamente nos cansar. E assim temos a tendência de optar pelo ativismo cotidiano que nos ocupa e toma o tempo para reflexões. Que bom que vc veja regressão quando olha pra trás... e não se iluda com os desvaneios do ego que se acha suficiente. Por outro lado, se radicalizado, isto pode ser ruim, posto que uma visão depreciativa de si mesma é prejudicial e pode, como estará, fundamentada em algum tipo de engano. Se vc não sabe explicar isso direito, bem vinda ao mundo dos humanos, e se um dia vc descobrir como explicar, não esqueça de me contar. Desperdiçou muito tempo da sua vida? não esquente muito, pois vc desperdiçará muito mais o tempo ainda restante... pelo menos será isso que vc pensará ter feito, daqui a alguns anos. E acredite, sempre desejaremos mais reconhecimento, de uma forma ou de outra iremos desejá-lo, se tivermos o profissional, será o afetivo, se tivermos os dois, vamos achar que precisamos de reconhecimento próprio... e por aí vai... E sim. Tudo isso é só fase, é mesmo sem aulas, normal.
ResponderExcluiro blog parado heim
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