Pausa! Eu quero pausa, quero paz. Não quero mais faculdade, não quero mais colegas, não quero mais pessoas. Não quero nada, só quero a minha transcendência que deixei pendurada em alguma nuvem na qual repousei na minha última viagem ao infinito. E que saudade dessa viagem... preciso conseguir uma passagem, não importa em que condições a terei. O que importa é que eu consiga brevemente, rápido, agora! Preciso trazer de volta a minha transcendência, a minha espiritualidade, o meu encontro comigo mesma.
Como não enlouquecer-me diante de tudo o que me circunda? Não suporto mais pensar no social, no todo, nas pessoas, em questões institucionais, burocráticas e obrigatórias. Preciso de liberdade, mas que seja plena, não forjada. Preciso esquecer do homem, quero cegar-me, alienar-me mais do que sou. Quero pensar no nada, pensar no branco, no vazio, no escuro. Quero pensar no dia de amanhã como uma incógnita, não como uma lista de tarefas pré-definidas, não como mais um dia da agenda lotada. Quero ir para a rua, olhar para a rua e não pensar que a rua é a rua, esquecer que existem fronteiras entre o real e o imaginário. Quero esquecer que compreendi que se vive em um mundo irreversível. Quero esquecer que tenho um futuro, quero não me lembrar de como fazer planos. Quero saber esperar, saber compreender, saber aceitar. Quero ser o Senhor do Tempo, ou se possível, poder fazer um acordo com ele (e esquecer-me que estou parafraseando Caetano).
Quero um cotidiano sem rotina: quero arte, quero música, quero romance, quero paz, namoro, carinho, amizade, família. Quero beijos, quero diversão. Quero futilidade, quero beleza. Quero mais espelho, quero mais eu. Sim, eu quero a vida, não essa (breve) pseudo-vida.
E como eu também quero.
ResponderExcluirUau... Muito bom, PRa quem vive de cotidiano: caiu como um luva. A rotina: eis a questão da vivencia.!"Como não enlouquecer-me diante de tudo o que me circunda"
ResponderExcluiroi, gostei do post.
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