quinta-feira, 5 de junho de 2014

A leveza do cansaço

Estou fora de casa desde as 14:00h. Cheguei agora há pouco, cansada, meu corpo pedindo cama. Mas sinto meu espírito extremamente leve. Leve porque estou experimentando o sabor de um dever cumprido... e não importa a simplicidade e a dimensão deste dever, se você o faz com o coração aberto, a sensação só pode ser de leveza!
E mesmo com todas as reflexões que faço todos os dias sobre o meu trabalho, sobre a exploração a qual estou submetida em qualquer setor que eu possa atuar, sobre a alienação que acaba crescendo em mim a cada dia e todos os possíveis reflexos deste processo, mesmo sentindo que indireta e inconscientemente acabo corroborando para a reprodução de valores humanos distorcidos, posso afirmar de peito aberto e queixo erguido: sou importante para o mundo.
Sou importante porque sou mediadora de sorrisos e olhares mais humanos. Sou importante porque sou capaz de transmitir conhecimento e proporcionar aos novos conhecedores experiências de vida mais justas e humanas. Sou importante porque posso ajudar as pessoas a olharem para dentro de si mesmas para que então, possam irradiar novas energias para o mundo. Qual a dimensão desta importância? É como um grão de areia. Mas este grão é sólido e resistente. E sem ele, o oceano seria menor.
Sou professora, mas acima de tudo, sou sonhadora. E este não é mais um dos pensamentos românticos que nutrem as grandes utopias. Este é um pensamento real, concreto, basilar. É um modo simples e verdadeiro de tentar emitir um pouco de luz para outros pensamentos e assim formar uma cadeia iluminada de novos pensamentos também cheios de luz e acabar resplandecendo este mundo e trazendo mais amor para os nossos corações, tornando-nos homens e mulheres apenas mais humanos.
Enfim, estou feliz de ter chegado em casa cansada. Muito feliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário