Hoje foi um dia incomum, andei muito de um lado pro outro, de uma cidade pra outra. E em meio a essas andanças, voltando de Goiás para Itaberaí, me deparei com uma imagem tão incrível, que fotografia nenhuma seria capaz de registrar: uma lua cheia quase explodindo, dando tons prateados às nuvens que estavam em sua volta, fazendo um contraste com o horizonte da Serra Dourada, uma imagem que nem os melhores romancistas da literatura brasileira conseguiriam descrever. Enquanto eu contemplava essa beleza, vários pensamentos bons me preenchiam a mente. E eu cheguei à conclusão de que talvez eu tenha um espírito metropolitano, mas meu coração é eternamente interiorano.
E agora há pouco, quando cheguei em casa, após mais uma das corridas desenfreadas por um lugar ao sol, senti que preciso mergulhar um pouco mais no silêncio, preciso aquietar mais meu coração, preciso olhar mais para o nascer e para o pôr do sol, para a lua gigante prateada no céu, preciso ouvir mais os pássaros cantando nas árvores que estão no meu quintal (aliás, preciso lembrar que eu tenho um quintal), preciso conversar mais com minha cachorrinha, preciso valorizar o cheirinho de café que acabou de ser passado às 15:00h ali na cozinha, preciso agradecer quando porventura faltou açúcar e tive que pegar emprestado do vizinho, e que vizinhos especiais eu tenho... meus avós, primos e tios! Preciso entender que ser humana e me sentir humana é isso. Então, devo me sentir privilegiada.
E assim, quase sempre, por pertencer a essa sociedade frenética e injusta, por ser “jovem” e obrigatoriamente “produtiva”, sigo a manada, entro na maratona por esse lugar ao sol, sem saber que o sol está sempre aqui, iluminando os meus dias, escancarando essas coisas lindas que dificilmente consigo enxergar, porque estou apenas correndo, correndo, correndo. Mas a sorte é que, às vezes, a lua, o sol, os pássaros, as nuvens e as cores do céu conseguem desviar a minha concentração dessa corrida, e então me sinto humana, me sinto mais viva, percebo que a vida pacata e tranquila é o meu porto seguro, é o meu refúgio, a minha paz. E sinto-me privilegiada por manter em mim esse coração interiorano.
E agora há pouco, quando cheguei em casa, após mais uma das corridas desenfreadas por um lugar ao sol, senti que preciso mergulhar um pouco mais no silêncio, preciso aquietar mais meu coração, preciso olhar mais para o nascer e para o pôr do sol, para a lua gigante prateada no céu, preciso ouvir mais os pássaros cantando nas árvores que estão no meu quintal (aliás, preciso lembrar que eu tenho um quintal), preciso conversar mais com minha cachorrinha, preciso valorizar o cheirinho de café que acabou de ser passado às 15:00h ali na cozinha, preciso agradecer quando porventura faltou açúcar e tive que pegar emprestado do vizinho, e que vizinhos especiais eu tenho... meus avós, primos e tios! Preciso entender que ser humana e me sentir humana é isso. Então, devo me sentir privilegiada.
E assim, quase sempre, por pertencer a essa sociedade frenética e injusta, por ser “jovem” e obrigatoriamente “produtiva”, sigo a manada, entro na maratona por esse lugar ao sol, sem saber que o sol está sempre aqui, iluminando os meus dias, escancarando essas coisas lindas que dificilmente consigo enxergar, porque estou apenas correndo, correndo, correndo. Mas a sorte é que, às vezes, a lua, o sol, os pássaros, as nuvens e as cores do céu conseguem desviar a minha concentração dessa corrida, e então me sinto humana, me sinto mais viva, percebo que a vida pacata e tranquila é o meu porto seguro, é o meu refúgio, a minha paz. E sinto-me privilegiada por manter em mim esse coração interiorano.
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