Outro dia ouvi uma frase que me instigou bastante: Para amenizar a desigualdade, são necessárias ações que sejam desiguais. É isso. Na minha opinião, tínhamos que frear esse progresso industrial, tecnológico e científico e unir as forças para corrigir erros que são rudimentares.
Que faltem recursos para o progresso, mas que sejam suficientes os recursos que possam curar as desigualdades. Que sejam suficientes os recursos que possam fechar prisões por falta de presos, que possam transformar episódios como o arrastão na praia da Zona Sul do Rio de Janeiro em lendas, que possam trazer uma base de formação humana democrática para que essa mesma ciência e tecnologia avancem, posteriormente, 50 anos em 5. Porque se o mundo continuar assim, vai chegar um momento em que a própria ciência será auto-destrutiva, pois será capaz de criar recursos tão incríveis que as próximas gerações não terão formação suficiente para dominá-los. E não terão formação porque essa mesma ciência que é implacável e absurdamente imprescindível, é também excludente, desigual e elitista.
Então, torço para que haja um pequeno retrocesso para que, dessa forma, a evolução esteja presente na história de vida de TODOS os homens e mulheres. Se isso levará tempo e gerará um certo caos, não importa. Acho que o maior caos já está acontecendo. O que importa é que a ciência realmente contribua para a evolução da espécie humana, sobretudo naquilo que é mais humano em nós: nossa capacidade de criação, de desenvolver habilidades, de contemplar a arte, a música, a filosofia, de nos reconhecermos no outro e sermos capazes de fazer alguma coisa pela humanidade. E acima de tudo, que a nossa passagem por esse mundo seja mais do que nascer, crescer, reproduzir e morrer.
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