Estou começando a sentir aquele friozinho na barriga. Pensando bem, escolhi um substantivozinho pobre para expressar a minha sensação. Não se trata de "friozinho na barriga", chama-se peso da responsabilidade (de vez em quando a gente costuma a usufruir de certos termos chulos para amenizar o impacto da verdade).
A realidade assusta? Quanto a mim, a resposta é positiva. E tem me assustado progressivamente. Talvez por eu não saber o que é a realidade. Para mim, o que vivo é real. Meu mundo é real, as pessoas que me circundam são reais, a minha particularidade é real. Meus símbolos, minhas manias, meus sentimentos, meus significados, minhas paranóias, minhas concepções, minhas tradições, meu ego, minha cultura, meus fetiches, minhas esperanças, minhas transcendências, tudo é real.
Mas hoje (e espero que somente hoje), não sei se meu EU é real, não sei se sou Naiá ou se estou Naiá. Outras vezes eu saberia ao menos o que preciso. Hoje, nem isso sei. O que sei é que a espera me incomoda. O constante e infinito presente me incomoda. Mais uma vez: não se trata de incômodo, trata-se de peso da responsabilidade. E a realidade volta a assustar, talvez por não conhecê-la, por não precisar dela. Sei sobre a realidade que me contam, que ouvi falar por aí, em qualquer ponta de esquina. Mas e a realidade produzida por mim, e mais, a realidade vivida por mim, quando conhecerei?
Talvez vc já a conheça, não acha? Talvez esteja tão dentro dela que acha que nunca a conheceu. Eu não posso dizer muito sobre. Nem eu sei se estou na realidade certa...
ResponderExcluir(olha eu aqui bisbilhotando seu blog outra vez, hein!)
beijos, Naiá.