Uma coisa sempre foi igual: todos somos diferentes. Diferença na sorte, no destino, na geografia, na família, na fisionomia, na paciência, na fúria, nas percepções, nas atitudes, nas idiossincrasias. Somos diferentes naquilo que somos, pensamos e acreditamos. Somos diferentes na cor, na espera, nos desejos, nas aflições. Somos diferentes na própria diferença. Mas somos todos iguais: no amor. Quando há amor, quando há entrega e dedicação, quando há espera e desespero, quando há felicidade e alegria, quando há aceitação e respeito, quando há tristeza e decepção... somos todos iguais. A condição essencial para a vida é o amor. O amor pelo outro, pela amizade, pelo carinho, pela beleza, pela existência, pela companhia... o amor pelo amor. Somos sempre os mesmos quando se trata do amor.
Diferente igualdade
ResponderExcluir“Ó remendos que me britam o tempo
Que se vão
Que relembram...
Ó remendos
Que me ensinam tanto
Que aprontam o pranto
Que sopram o vento
Risonhos que me fazem a barlavento
Tristonhos que tecem a sotavento
E que me desfalecem ao soar de ti
Ó remendos que insistem em colidir
Mas, que estão a bulir, assim, a confluir
Neste brasão que pulsa em mim
A te ver, a te sentir... Embora como um coreto, aqui
Só as profundezas inteligiriam um reprimir
Uma quimera, essa, que é desvencilhar de ti!”
De: Alucard Waldrich Schneider
Para: Naiá Márjore