segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Somos iguais na diferença"

Uma coisa sempre foi igual: todos somos diferentes. Diferença na sorte, no destino, na geografia, na família, na fisionomia, na paciência, na fúria, nas percepções, nas atitudes, nas idiossincrasias. Somos diferentes naquilo que somos, pensamos e acreditamos. Somos diferentes na cor, na espera, nos desejos, nas aflições. Somos diferentes na própria diferença. Mas somos todos iguais: no amor. Quando há amor, quando há entrega e dedicação, quando há espera e desespero, quando há felicidade e alegria, quando há aceitação e respeito, quando há tristeza e decepção... somos todos iguais. A condição essencial para a vida é o amor.  O amor pelo outro, pela amizade, pelo carinho, pela beleza, pela existência, pela companhia... o amor pelo amor. Somos sempre os mesmos quando se trata do amor.

Um comentário:

  1. Diferente igualdade

    “Ó remendos que me britam o tempo
    Que se vão
    Que relembram...

    Ó remendos

    Que me ensinam tanto
    Que aprontam o pranto
    Que sopram o vento

    Risonhos que me fazem a barlavento
    Tristonhos que tecem a sotavento

    E que me desfalecem ao soar de ti
    Ó remendos que insistem em colidir
    Mas, que estão a bulir, assim, a confluir

    Neste brasão que pulsa em mim
    A te ver, a te sentir... Embora como um coreto, aqui
    Só as profundezas inteligiriam um reprimir
    Uma quimera, essa, que é desvencilhar de ti!”

    De: Alucard Waldrich Schneider
    Para: Naiá Márjore

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